Sunday, July 25, 2010

música no metrô...

Sou adepta do transporte coletivo. É claro que não é porque sou politica ou ecologicamente correta, estaria mentindo, se o dissesse, minha alma não é tão evoluída assim. Na verdade, ando preferindo a rapidez e o não-trânsito dos trilhos do metrô para ir ao trabalho. E agora, vira-e-mexe tem alguém tocando ou cantando lá dentro, quiném nos metrôs de NY e Paris. Preciso dizer? acho ótimo! Os repertórios? variam muito. Mas o mais interessante são as reações das pessoas. Há os extremamente mau-humorados de manhã, mas há também quem interaja, cante junto, e ainda por cima peça algo de sua preferência, huahuaaa, muito bom!


De resto, continuarei versando sobre o ser humano e suas causas... que, por mais que se tente, nunca haverão de ser todas muito bem resolvidas...



E inspirada por uma das melhores romancistas que conheci nos ultimos tempos (Lionel Shriver), resolvo começar:



Capítulo UM



Aquela sexta-feira, ao invés de representar um marco de sossêgo na semana ultra- agitada, foi para ela, o dia em que decidiu que estaria total e completamente enganada sobre os seus mais valiosos e secretos sentimentos. Chegou em casa absolutamente triste, o marido já estava lá. Não o encarou, pelo contrário, tratou logo de dar-lhe as costas para fechar a porta, demorando-se mais do que o de costume, com as duas voltas da chave. Ele, que pelo tempo juntos e não por ter uma sensibilidade poética, percebeu alguma coisa de frustração no ar, foi logo perguntando: "o que foi? o que há com você? porque está tão "machucada" assim?" Ela, já deixando bolsa, óculos e casaco pelo caminho em direção ao quarto para emitir sinais de naturalidade, respondeu que não era nada, ao mesmo tempo em que respondia para si mesma, ainda com a música do Caetano na cabeça: "não foi nada, foi só a onda do mar do amor, que bateu em mim"...



continua...no próximo capítulo!



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