A vida seguiu, sem pressa, no período em que ela viveu na cidade linda, mas totalmente diversa da que tinha deixado. Um dia ela reparou que no noticiário local, o apresentador que falava sobre a previsão do tempo, tinha que falar também das tábuas das marés oceânicas. Talvez mais importante que dar previsões sobre o trânsito ou sobre tetos para pousos e decolagens, fosse saber se a maré estaria alta ou baixa, no transcurso do dia das pessoas. No campo emocional, haveria para ela também alguns altos e baixos, enquanto continuava sua procura pelo sentido de todas as coisas. Por sorte, naquela cidade, ela encontrou por acaso, um médico muito simpático, atencioso e tecnicamente impecável para acompanhá-la e cuidá-la, no que era a sua maior frustração e desafio: uma doença crônica chatíssima, e um pouco limitante, embora não tão assustadora assim, que adquirira na adolescência. E ele a despertou para coisas importantes em relação ao cuidado de si mesma, que trouxeram à reboque, um grau a mais na escala de sua auto-estima. Nessa esteira, sentindo-se super agradável e até um pouquinho bonita naquele dia, sua irmã pediu que fosse com ela ao aeroporto buscar alguém que viria de Brasília para prestar um serviço técnico na sua empresa. E ela foi. E quem desembarcou foi um rapaz...
Continua.... no próximo capítulo!
Thursday, July 29, 2010
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