Saturday, July 31, 2010

Capítulo SEIS...

O inverno em toda aquela região significava um período muito chuvoso, que inundava ruas e casas, mas nunca fazia frio. Sem os dias acesos de sol, a única paisagem que ela contemplava era a do cruzamento das avenidas que ficava bem em frente à varanda, enquanto pedalava na bicicleta ergométrica à noite. Começou a sentir uma falta tremenda do ballet e do jazz, que só era aliviada quando botava o Earth Wind and Fire para tocar. No fim do ano, seus pais, a outra irmã e os outros sobrinhos vieram para passar o natal e o ano novo, e ela pôde matar um pouco da saudade do seu próprio sotaque. No início do inverno seguinte, sentiu-se mais só do que o de costume, e desejou fortemente uma companhia para comer pipoca com a cabeça pousada no seu ombro no cinema, ou ler um livro inteiro juntinho quando começassem as chuvas. Djavan fez um show na cidade, e ela se emocionou de uma forma esquisita quando ele cantou ".... se o senhor me for louvado, eu vou voltar pro meu cerrado...". Comprou o CD. Uma amiga ligou pedindo para que não fizesse nenhum compromisso para o sábado seguinte, pois queria a companhia dela para comemorar seu aniversário, e dançar pra valer, como ela gostava. Adorou a idéia, e resolveu que ia deixar de lado a preocupação de estar sozinha, mas mesmo assim, pediu comida chinesa naquela noite, só para ver o que tinha de mensagem dentro do biscoito da sorte. Passou a semana toda dedicando-se a conquistar novos clientes no seu trabalho e lá pela sexta-feira, em casa, o telefone tocou várias vezes, insistente, mas quando atendia, não se ouvia nada. Depois disso, teve a sensação de que tinha ouvido batidas na porta da frente, mas tinha sido só o vento. O sábado chegou, a festa da amiga tornou-se animadíssima lá pelas tantas. A música estava pra lá de boa e ela só parava de dançar para tomar uns golinhos da água de côco mais doce do planeta, que era produzida naquela terra. Dispensou um ou dois olhares, até que alguém veio dançar com ela, reparando nos passos e tentando fazer igual. Ela gostou, e ele tinha um sorriso bonito demais, impossível de não se notar, um perfume bem agradável, e também vinha de longe...








Continua... no próximo Capítulo!

Friday, July 30, 2010

Capítulo CINCO...

Seis meses depois, após mais desacertos que acertos, as coisas passariam a não mais fazer sentido para ela, e depois de ter conseguido afastar todas as chances de pensamentos ruins, imaginando o porquê daquilo não ter dado certo, ela passou a pensar que tudo tinha durado o tempo exato de todas as coisas na vida que são assim, de alta intensidade e baixa frequência, afinal a distância não ajudava e não havia perspectiva alguma de qualquer mudança radical ou compromisso. A crônica de Ferreira Gullar anunciava: "Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos". Tratou logo de começar um livro novo. Caetano Veloso tinha acabado de lançar o seu "Verdade Tropical", e passou a se distrair mais também nas rodas de capoeira. Não adiantou muito. Sempre que ouvia o trompete de Miles Davis ou coisa parecida, virava-se toda para dentro e jurava não se encantar por mais ninguém, por pelo menos, os próximos dez anos. Foi um período introspectivo, desses que nunca lhe faziam muito bem. No trabalho também, as coisas não iam assim, de vento em popa e ademais, sabia que nada estava exatamente em seu devido lugar. Naquele dia sua glicemia se alterou, a lua não saiu e a maré permaneceu baixíssima. A amiga capoeirista resolveu levá-la a uma consulta com os búzios. E eles disseram: "há um rapaz, e ele não é daqui..." Ela não se conteve e riu muito, porque lembrou-se na mesma hora da história da protagonista do romance de Clarice Lispector "A Hora da Estrela", e saiu sem pagar, de tão indignada...



Continua... no próximo Capítulo!

Thursday, July 29, 2010

Capítulo QUATRO...

À primeira vista, nada lhe chamou a atenção no moço de óculos e pouquíssima bagagem que acabara de chegar. Ela se distraiu com a outra amiga da irmã que chegara no mesmo vôo para passar o fim de semana. Era uma quinta-feira. No jantar, trocaram impressões sobre várias coisas, descobriram afinidades, seus gostos musicais eram meio divergentes, mas ele se mostrou curioso quanto à vida dela na nova cidade. Ela o achou simpático. No dia seguinte, dia internacional de todas as pessoas que trabalham esticarem suas conversas nas mesas dos bares e congêneres, lá foram eles e mais um monte de gente, para um lugar agradabilíssimo, onde riram um bocado, e sob a brisa do mar brindaram, os dois, com suco de laranja. Ela o achou interessante. O sábado veio com sol, e ao invés de voltar para casa como ele tinha se programado, ligou para a mãe, e avisou que ficaria, porque a praia o havia hipnotizado. Ela o achou inteligente. Á noite, eles já super à vontade, combinaram conhecer o lugar badalado que constava no Guia Quatro Rodas, e ela pôs um vestidinho vermelho com sandália bem alta. Ele a olhou um pouco mais demoradamente e fez um elogio rasgado, nada contido, mas muito bacana. Ela brincou com ele que ele tinha esquecido seus óculos, e ele jurou que os óculos eram só um disfarce, e que eles serviam mesmo só para enxergar bem longe o que não tivesse nenhuma beleza. E dessa vez ela o achou incrível. Na pista de dança, ela não tinha preocupação alguma, e dançou como gostava e sabia fazer. Ele não se arriscou, preferiu ficar sentado sem tirar os olhos, porque não sabia dançar e segundo ele confessou depois, aquele momento tinha sido ímpar. Ela já tinha percebido. Saíram de lá, as pessoas se despediram dos dois e quando se viram sozinhos, tomaram a direção oposta e caminharam conversando até a praia, e a sensação foi de que teriam assunto para mais duas vidas inteiras... e foi quando, de repente, ela sumiu no abraço dele, porque tinha tirado as sandálias, e era muito baixinha...




Continua... no próximo capítulo!

Capítulo TRÊS...

A vida seguiu, sem pressa, no período em que ela viveu na cidade linda, mas totalmente diversa da que tinha deixado. Um dia ela reparou que no noticiário local, o apresentador que falava sobre a previsão do tempo, tinha que falar também das tábuas das marés oceânicas. Talvez mais importante que dar previsões sobre o trânsito ou sobre tetos para pousos e decolagens, fosse saber se a maré estaria alta ou baixa, no transcurso do dia das pessoas. No campo emocional, haveria para ela também alguns altos e baixos, enquanto continuava sua procura pelo sentido de todas as coisas. Por sorte, naquela cidade, ela encontrou por acaso, um médico muito simpático, atencioso e tecnicamente impecável para acompanhá-la e cuidá-la, no que era a sua maior frustração e desafio: uma doença crônica chatíssima, e um pouco limitante, embora não tão assustadora assim, que adquirira na adolescência. E ele a despertou para coisas importantes em relação ao cuidado de si mesma, que trouxeram à reboque, um grau a mais na escala de sua auto-estima. Nessa esteira, sentindo-se super agradável e até um pouquinho bonita naquele dia, sua irmã pediu que fosse com ela ao aeroporto buscar alguém que viria de Brasília para prestar um serviço técnico na sua empresa. E ela foi. E quem desembarcou foi um rapaz...


Continua.... no próximo capítulo!

Monday, July 26, 2010

Capítulo DOIS... dez anos antes



Muitos anos antes, havia consultado uma taróloga, recém-chegada na cidade, assim como ela. Ela tinha se mudado para uma terra bem longe no mapa. Um lugar lindo, bem propício para os que procuravam alguma coisa e não sabiam bem o quê. "Eu vejo um rapaz... ", dizia o tarô. Um discurso bem comum, para uma consulta com as cartas, a única coisa diferente era a paisagem, onde a moça vidente se inseria. Aquela cidade linda, onde fora depositar seus desejos e tentar um pouco mais de sorte, incentivada pela irmã, com quem tinha um laço fraterno fortíssimo. Era um lugar lindo, onde ela iria conhecer pessoas, trabalhar, e viver por lá, com direito a muito sol e mar e um pouquinho de desconfiança no futuro... Naquele dia ia ter lual na praia, os amigos da capoeira estariam lá, e a diversão portanto estava garantida, mesmo que as cartas do tarô nada dissessem sobre um futuro imediato regado a "meias-luas" ou maculelês cheios de ginga. Ainda naquele dia, quando chegou em casa, deparou-se com um pacote do correio sobre a cama. Era um CD que sua banda de Acid Jazz londrina favorita acabara de lançar, com um bilhete da pessoa que ela havia deixado para trás, quando se mudou, pedindo que voltasse. O CD foi logo colocado em volume alto pra ouvir, e ela o ouviu pelas duas semanas seguintes sem trégua, enquanto o bilhete permaneceu sem resposta, até que um belo dia ele sumiu... porque não havia mesmo o que responder...



continua... no próximo capítulo!

Sunday, July 25, 2010

música no metrô...

Sou adepta do transporte coletivo. É claro que não é porque sou politica ou ecologicamente correta, estaria mentindo, se o dissesse, minha alma não é tão evoluída assim. Na verdade, ando preferindo a rapidez e o não-trânsito dos trilhos do metrô para ir ao trabalho. E agora, vira-e-mexe tem alguém tocando ou cantando lá dentro, quiném nos metrôs de NY e Paris. Preciso dizer? acho ótimo! Os repertórios? variam muito. Mas o mais interessante são as reações das pessoas. Há os extremamente mau-humorados de manhã, mas há também quem interaja, cante junto, e ainda por cima peça algo de sua preferência, huahuaaa, muito bom!


De resto, continuarei versando sobre o ser humano e suas causas... que, por mais que se tente, nunca haverão de ser todas muito bem resolvidas...



E inspirada por uma das melhores romancistas que conheci nos ultimos tempos (Lionel Shriver), resolvo começar:



Capítulo UM



Aquela sexta-feira, ao invés de representar um marco de sossêgo na semana ultra- agitada, foi para ela, o dia em que decidiu que estaria total e completamente enganada sobre os seus mais valiosos e secretos sentimentos. Chegou em casa absolutamente triste, o marido já estava lá. Não o encarou, pelo contrário, tratou logo de dar-lhe as costas para fechar a porta, demorando-se mais do que o de costume, com as duas voltas da chave. Ele, que pelo tempo juntos e não por ter uma sensibilidade poética, percebeu alguma coisa de frustração no ar, foi logo perguntando: "o que foi? o que há com você? porque está tão "machucada" assim?" Ela, já deixando bolsa, óculos e casaco pelo caminho em direção ao quarto para emitir sinais de naturalidade, respondeu que não era nada, ao mesmo tempo em que respondia para si mesma, ainda com a música do Caetano na cabeça: "não foi nada, foi só a onda do mar do amor, que bateu em mim"...



continua...no próximo capítulo!



Wednesday, July 21, 2010

prlimmm...

Ah, vamos lá, preciso contar sobre a minha experiência de ser chefe-substituta, veja bem: não é outra coisa terminada em tuta, é chefe-substituta! até meu velho, que não tem mais aquela audição boa de outrora, entendeu e ficou todo orgulhoso.. hehehe.


É assim:


Dois ou três pepinos por dia + um abacaxi por semana + uns contatos imediatos de extremada relevância + vários papéis para assinar + uns compromissos inusitados + a tentativa frustrada de organizar tudo isso + o dia que parece que encurtou + a poesia me fazendo falta + o detalhe do barulho da minha ficha caindo::: prlimmmm!

Monday, July 19, 2010

DISSE O POETA...

"Por qué es tan dura
la dulzura del corazón de la cereza?"

P. NERUDA

Sunday, July 18, 2010

da série: só adoro!

Adoro:

festa de aniversário que começa cedo (porque dormir cedo faz bem para a saúde);

festa de aniversário com DJ bom (porque nasci para bailar, e inventar meus movimentos);

festa de aniversário com coqueteleira (porque bebidinhas com frutas são refrescantes, bonitinhas e uma delicinha de se degustar);

festa de aniversário com pessoas muito legais e animadas (porque ninguém nesta vida, merece o contrário);



mas o melhor de tudo, o melhor de tudo mesmo:

é festa de aniversário com tia Marina e Gus dançando " a cigana Sandra-Rosa-Madalena" na pista... hehe (porque? porque ser a irmã dela, e ser a tia dele... me fazem lembrar que sou parte de um todo, muito especial!)

Saturday, July 17, 2010

Rio...

De volta, à minha cidade calminha...
Cada vez que vou ao Rio, acho a cidade um pouco mais caótica. Falo do centro do rio. A cidade maravilhosa é imbatível no quesito beleza geográfica, mas o trânsito anda impensável. O centro do Rio é lotado! lotado de gente. É isso mesmo. A sensação é de lotação. Pudera... quem vive em Brasilia sabe. Não temos um "centro da cidade" lotado de gente pra lá e pra cá, por isso é uma estranheza só, aquele povaréu. Se tu tens uma reunião pela manhã no Rio, vá no dia anterior, senão não chegarás a tempo. Mas o Rio continua lindo... no quesito beleza, é quiném o pastel da feira do Guará, no quesito gostosura: imbatível!

E hoje tem festinha... " vamos dançar pra valer! "

Thursday, July 15, 2010

limites...

AH, os sonhos...
que coisa mais real é esta? que quando a gente acorda de manhã, pensa que tinha sido "de verdade" aquilo? nossa mente é mesmo um poço sem fundo de tanto lamaçal, mas de tanta ternura também. Vai entender... vai entender o destino... vai entender a vida. Podia ser tudo muito mais simples. Tem coisas que são iguais àquelas expressões numéricas da matemática do primeiro grau ( se é que tem esse nome, nem me lembro) que a gente não faz a menor idéia de pra que serve: (x+y)² = x ao quadrado mais não sei quantos y ao quadrado também que eu nunca entendi que serventia tem este danado! meu irmão Cecelo, que sempre foi fã da matemática e está para ser pai, não concordaria jamais comigo: "que isso! isso aí é o princípio da explicação do cosmos, minha filha e etc..."
Podia ser tudo mais simples: VIDA = nosso amor+ seu i-pod + minhas sapatilhas...
Tá bom! tudo isso só para dizer que eu tive um sonho tão real, mas tão real esta noite que eu acordei pensando como Carpinejar: "Deixe-me viver o que posso. Que me seja permitido desaprender os limites"

Ouvindo: Caetano Veloso " LOUCO POR VOCÊ" liiinda demais!

Tuesday, July 13, 2010

anote: 23 e 24 de julho

De volta, o Projeto MPB petrobras, com João Bosco na Sala Villa Lobos, a preço de banana...afff!

Sunday, July 11, 2010

Acabou? ainda bem!

Acabou? ainda bem! Grande coisa ein, Espanha? grande coisa. E o Brasil, histórico campeão, não foi campeão. Foi o Ó DO OROBÓ, esta Copa. Quem viu crianças de sete e oito anos, meninos e meninas, abrindo o berreiro no dia do jogo em que perdemos pra Holanda, sabe do que estou falando. Tente explicar a eles, que o importante é competir, porque blá, blá, blá... e também porque tem que saber perder, viu, menino? e o menino buáááa´... ah me poupem! Sorry! para os entendidos da ciência futebolística, o povo gosta é de ganhar e de ver goool, estamos pouco nos lixando para esquemas tático-operacionais-que- não- ganham- jogo (que este recado seja válido também para um time chamado Cruzeiro)... então poupem nossas crianças da próxima vez. Ganhe a Copa de 2014, Brasil! não é possível! E, é claro, dessa vez, consultaremos o Polvo. OH! grande sábio-magnânimo das profundezas oceânicas, diga aê, que é o Brasil quem vai ganhar a próxima, senão o fritaremos em azeite com alho e pimenta rosa, acompanhado por um bom sauvignon blanc (nossa, que delícia!).
E vamos falar muito sério, e eu já tinha dito antes: O melhor da Copa da Africa foram as crianças africanas, pelo menos momentaneamente, alegres, dançando! Muitas delas, tendo que estudar em lugares inóspitos porque a Fifa, é, a FÔFA, mandou desalojá-las e etc, de suas escolinhas para fazerem não sei o quê (leia matéria na revista piauí). Fosse Zilda Arns viva, ela teria ido tirar uma satisfação.
Então acabou... e ainda bem que acabou!

Friday, July 09, 2010

sexta poética...

Por Carlos Drummond de Andrade

Entre o ser e as coisas

Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

Às almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.

N´água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

E nem os elementos encantados
sabem do amor que os punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.

Wednesday, July 07, 2010

capítulo dois...

Nossa, que coisa mais sem-graça. Uma final de Copa de laranjas contra vermelhos. Que coisa mais anti-fashion e sem emoção! Todo mundo achando que a Alemanha ia ganhar, gente! e por falar nisso, dizem que o técnico Joachim (cabelo playmobil) ligou para a mulher dele (dessa vez foi ele quem ligou) no fim do jogo: " Está vendo, como vc não sabe de nada? vc disse que era pra tomar cuidado com o time de camisa amarela ao invés de me avisar que era para ter cuidado com o time de camisa vermelha. A culpa é sua, ouviu bem? a culpa é sua! vocês mulheres só atrapalham mesmo, quando o assunto é futebol, e prepare o meu chucrute, que eu estou voltando". Em seguida, passando a mão pela ultima vez no cabelo preto brilhoso e macio de tanto creme rinse, desligou. E ela, do outro lado da linha, falando com o telefone como se o telefone fosse ele, murmurou vingativa, em alemão: "bem feito! huahuahuaaaa...toma distraído!"
Não tem jeito:
Em matéria de ficção, sou puro romance, aê!

Tuesday, July 06, 2010

o Chile é muito bacana!


Frio pra caçamba! ave maria! que lugar frio, para nossos padrões tropicalientes. Vale Nevado é o próprio congelador, puro e branco em cima da montanha, numa estrada linda, o povo é uma simpatia, o vinho é óotemo, os frutos do mar maravilhosos, o doce de leite melhor que o argentino, a narração dos jogos da copa muito engraçada, taxi baratíssimo e a paisagem da cordilheira dos Andes apaixonante!


Na mala: pequenos objetos como lembrança, azeites aromáticos, uma manta chilena para minha mãe, alguns casileros del diablo e MINHA FOTO COM LENINE NA CASA DE PABLO NERUDA!!!!!!!!!!!!!!! uuuuuuiiiiii!!!!

buááááaa..........

Ah, o Brasil buááaaáááá..........
perdi a causa, perdi a graça!
e chega de noticiário do pitaco cabuloso. Não gosto mais de jogo, não gosto mais de futebol, não vou torcer nunca mais... chamem a minha mãe... manhêê...

Amy Winehouse diria: " love is a losing game" buááááaáa....
E o Peninha: " mas não tem revolta não, amanhã será um novo dia..." buááaáááá....

Por hora, esperemos pelo HEXA daqui a quatro, em nossa belíssima terra...buááááaááááa...