Friday, June 06, 2008

Homenagem...

Pelos vinte anos de casamento da minha irmã...(que choooora quando lê)



DEZ VEZES DOIS... AO AMOR
(PARA CARLOS E MARILENE)


Em três do seis de 1988, casaram-se um rapaz austero e uma moça singela...
Um almoço simples após as obrigações civis e muito burocráticas.
Chovia em bicas, e no quintal do pai da noiva um lamaçal que em nada combinava com os votos, embora tenha dito alguém naquele dia: “olha minha filha, chuva no dia do casamento é sinal de prosperidade!”
Carlos já tinha visto Marilene, em uma ocasião qualquer pela cidade, sem nunca imaginar. São como essas coisas normais que nos acontecem, sem ter sido sequer sonhadas. Marilene já tinha visto Carlos, mas não sabia...
Souberam depois.
E quando ele contou a ela pra que time de futebol torcia, aí já não havia mais dúvidas. Imagine: em vinte anos seriam muitas vezes campeões.
Então se casaram, e, tivesse ele criado vacas ao invés de plantar feijões, íamos contar esta história como primeiro “as magras”, depois... ah, depois engordaram um pouquinho.
Mas chuva foi o que Carlos pedia e Marilene acreditava.
E o destino prendeu num laço simbiótico o rapaz austero e a moça singela: Carlos aprendeu a chorar de emoção e Marilene foi saber sobre a razão.
Simples como um começo num dia de chuva, e emocionante... como Marcela a caminho.
E como saber?
Em vinte anos apaixona-se,
Em vinte anos conhece-se,
Em vinte anos adormece-se em paz lado a lado,
E cria-se os filhos lindos...
Em vinte anos alimenta-se a alma do outro...
E se aprende a enfrentar os medos.
Marilene reconhece qualquer olhar de Carlos, e Carlos sabe distinguir os suspiros de Marilene.
Em vinte anos, deseja-se que tudo seja autêntico, sincero e feito de luz para que não se apague o amor...
Simples assim, como um começo, e sublime como anos a fio de pura compreensão e desejos...

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