Saturday, December 29, 2007

de férias...

volto já...
pelo vento...

Thursday, December 20, 2007

Vovô Zé...




Não sei porquê, mas tive um ímpeto de falar sobre a infância. Pode ser o inconsciente tentando sugerir o primeiro passo para um longo e detalhado projeto de escrever sobre a família, desde muito tempo lá atrás. Que tarefa!
Não dá pra discorrer sobre o assunto infância, sem citar meu avô materno e sua fazenda, o Córrego Fundo, ah! não dá mesmo. Era lá que as nossas férias escolares ganhavam sabor. Era muita gente junta e todo mundo gostava de brincar, até os mais velhos. Sou capaz de pensar que uma criança feliz é aquela que tem ou já teve uma fazenda do avô pra ir nas férias.
Pois bem, vovô Zé gostava de morar na cidade e fumava cigarro de palha. Desde que me lembro dele, sentado, enrolava o fumo comprado na mercearia, na palha de milho seca que ele trazia da fazenda.
Vovô Zé era calmo e tinha uma risada sempre pronta, contagiante. Era o tipo de ser humano que a gente respeitava por existir. Não era necessário nenhum arroubo de conduta ou qualidade. Ele era uma figura encantadora pelo carinho que transmitia, sem nenhum esforço. Difícil ver alguém parecido. Aliás, não tenho lembrança de ter convivido com nenhuma outra figura masculina com aquele coração.
Certa vez uma lagarta, de uma espécie peluda e cheia de gomos, daquelas que habitam as goiabeiras, muito conhecida entre nós que brincávamos em todos os quintais possíveis, queimou-me a mão quando eu a encostei, sem querer, tentando apanhar uma goiaba. Uma queimadura de verdade, que me impediu de prosseguir com a brincadeira, já que eu era a menor de todas e tinha lá meus dotes de caçula manhosa e chorona. Lembro bem que doeu, mas não por muito tempo, porque vovô Zé, quando ficou sabendo do incidente tratou de ir apanhar lá dentro uma xicrinha esmaltada com água benta para curar o malefício causado pelo ser nojento e verde.
Vovô Zé era assim. Tinha fé de sobra, para ele e para nós. E segundo relatos dos que conviveram com ele, não havia nada no mundo que o fizesse maltratar alguém, e quando, já crescida e estudando fora, vinha de férias para o interior, lá estava ele, sentado á mesa da cozinha, pronto para dizer o “Deus te abençôe” mais importante de todos, e o mais difícil era ir lá na casa dele se despedir quando as benditas férias acabavam.
Mas eis que vovô Zé partiu muito, mas muito antes mesmo do que nós teríamos permitido, se pudéssemos. Poderia ele, ainda estar conosco, para contar uns causos e dar umas daquelas risadas, enquanto enrolasse seu cigarrinho de palha.
Vovô Zé era assim mesmo. Dessas pessoas pelas quais só podemos agradecer por tudo, pela água benta, pela bondade, pela infância com ele, pelas boas lembranças e por ter nos ensinado o sentido espiritual desta vida...Por ele não dá pra sentir outra coisa que não seja amor, enfim.
Deus abençôe nosso vovô Zé!
E FELIZ NATAL NÉ, GENTE!
FELIZ NATAL!!!!

Tuesday, December 18, 2007

filha de peixe, peixinha é...

Mariana é filha do Fabricio Carpinejar. Tem treze, veja bem, treze anos, e escreve coisas assim:


Sentimento Incompleto

"Meu amor não é secreto.
Se fosse,teria que escondê-lo de mim mesma.
Meu amor é platônico.
Cobre o coração de musgo.
Faz esperar o que não vai acontecer.
O musgo cobre meus olhos.
Agora não vejo,
Só sinto.
Só aguardo, água.
Nostálgica,
Invento um romance.
Me equivoco.
Crio um sentimento para me consolar.
Escrevo um falso futuro
Para saciar a sede dos abraços que não ganharei.
Tudo é ilusão.
Talvez eu tenha me esquecido
De regar as raízes dos sonhos.
Preciso de uma semente.
Quero o sentimento inteiro.
Quero vê-lo brotar."

Sem mais para o momento...
já que o desencontro é a regra,
e o fim da festa não nos reserva nenhuma excessão.
Nunca seremos para sempre...será?
Diga você...

Ouvindo... acid jazz da melhor qualidade:
um solo de trompete macio e maravilhoso...meu coração (quase) não aguenta, tenho dito!
"Centre of the Sun" por Incognito.

Tuesday, December 11, 2007

em tempo...

Impressionante...
tenho uma montanha de textos e documentos técnicos pra ler, e o máximo que consigo é prestar atenção na melodia da música da Amy Winehouse que está tocando. E não sou só eu não.... minha colega : "aumenta isso aí, vai? que música boa menina".
Sem contar que a temporada de confraternizações está no auge, e tem festinha pra todo lado, todo dia. Bem, meu bem, ninguém é de ferro mesmo, e enquanto formos passíveis de imaginar sempre o melhor para nossas vidas, estaremos ouvindo música de qualidade e escrevendo poesia...

Monday, December 10, 2007

pensamentos soltos...

Ouvindo...
uma guitarrinha deliciosa de John Mayer.
Com vontade...
de dar uma banana aqui, e ir pro shopping comprar um monte de presentes (variados e de todas as cores), principalmente pra mim.
Perdeu...
quem não viu o baixista mais fôfo do mundo no maracanã sábado(transmitido ao vivo pelo canal 42), cantando "every little thing she does is magic".
No almoço...
só um sandwiche, pra não atrapalhar o jantar de aniversário da Marcelinha hoje, com sushi-man e tudo, hehe.
Pensando...
porque será, que tenho essa pressa de saber ein?
Pecando...
não tenho rezado o suficiente, nem pra mim , nem pra ninguém.
Sentindo...
uma ponta de saudade.
Comendo...
três pêssegos muito doces.
Bastando...
sentir que estou contente.

Wednesday, December 05, 2007

Fim de ano...

obs: a foto do Grupo Corpo é só pra dar um colorido...


DESEJO

Já que se encontra aberta a temporada de desejar “boasfestas” , “felizanonovo”, essas coisas...
Desejo a vocês um montão de coisas, a começar:
Uma comilança sem culpas, as uvas super doces, muito vinho do bom, já que poderemos aproveitar o ano novo para começar todo tipo de dieta e exercícios físicos, e também porque já passamos o ano inteiro fazendo restrições ao cardápio nosso de cada dia.
Desejo para o ano também que, no trabalho, sejamos sempre solicitados a opinar sobre questões relevantes e interessantes e sejamos sempre dispensados daquelas reuniões chatíssimas para a construção de consensos, nunca objetivas, ui!.
Que a nossa chefia seja toda sorrisos e entenda de uma vez por todas que nós estaremos sempre ali para dar aquele reforço, desde que , é claro, não nos obrigue a ficar até muito mais tarde, uma vez que todo ser humano tem compromissos após o expediente, hehe!
Desejo que possamos estar para sempre amigos, para uma conversa deliciosa, umas risadas altíssimas, uns abraços apertados, muitos beijinhos, muitos brindes no bar, com meu guaraná diet no copo com gelo e laranja e a sua cerveja muito, mas muito gelada mesmo, aff! Com muita música, pra fazermos o coro, com caretas e suspiros pra falarmos do que é legal e imoral e do que engorda e faz bem, como aquele churrasco que nenhum ser humano é capaz de fazer igual... ah!
Quanta coisa desejo. Desejo poesia de verdade, assim, num fim de tarde, o descanso dos justos, um soninho bom, paixões avassaladoras que façam tremer até os passarinhos...
Nossa quanta coisa desejo, aliás almejo, na sua companhia, meu querido participante, observador, colaborador e muito bem quisto por toda a minha vida, AMIGO!
Desejo dançar a dança da Paz pra você, coreografada pelo brilho do seu olhar em mim, cada vez que nos encontrarmos, no ano novo, no ano próspero, no ano lindo! Que lindo!


Por Tia Minês
Em fim-de-ano de 2007

Saturday, December 01, 2007

é isso...


Vontadinha de chorar, quando li o ultimo capítulo do livro do Nelson Motta...sniff.

Meu computador é novão e bunitão, gente... faz parte da decoração.

Sem rima nem métrica, e sem a menor intensão de ser esperta, escrevi pra minha irmã ontem um discurso pra ela fazer lá por ocasião da homenagem que ela ia receber de uns alunos singelos do pequeno e pacato município.

O Natal tá chegando e aí??

A única coisa realmente consistente que tenho agora em mente é que vamos fazer um bocado de promessas e nos empanturrar na comilança com bom vinho pra acompanhar...

Vou ali ver o que tá passando no canal de filmes e já volto.