Thursday, May 31, 2007


"Eu quero ser onde você sossega a alma..."

Chico Cézar

Wednesday, May 30, 2007

cartas...

De Carlos Drummond de Andrade para Clarice Lispector

"Querida Clarice:
Que impressão me deixou o seu livro*!
Tentei exprimi-la nestas palavras:
– Onde estivestes de noite
Que de manhã regressais
com o ultramundo nas veias,
entre flores abissais?
– Estivemos no mais longe
que a letra pode alcançar:
lendo o livro de Clarice,
mistério e chave do ar.
Obrigado, amiga!
O mais carinhoso abraço da admiração do Carlos"

Mais cartas...

Prezado INIMIGO,
Devo começar por: não sei...
E devo pedir-te que não me perguntes: por quê?
Só sei dizer que um olhar atravessou meu peito feito um dardo e nunca mais saiu de lá.
Eu não sei... e se saberei? Ora, não perguntes.
Se já te procurava ou se me encontro em você. Difícil explicar isto.
Eu, que tenho predileção por dança moderna, poesia e pão de queijo. Gosto também de vestidos bonitos, e meu cabelo longo liso e solto...gosto de você assim, sem explicação mesmo. Pena que me julgues sempre no pior formato. Não olhou-me nos olhos à toa. Há algo a explicar. Será? Só quero abraçá-lo, oh grande inimigo. Só isso! Desejo, logo existo!
E como diria Caio Fernando: Um almoço, vários silêncios. Sua hesitação e minha ansiedade...uma possibilidade de amar. Tudo quanto pude descrever, saiu diretamente da alma, sem freios. Por isso o atropelo.
E depois, uma luta infindável para esquecer, fui até o mar , embora não adiantasse, porque isso me faz viver. Ora, se não pode me compreender, talvez possa aceitar, o vazio que parte daqui de dentro, cada vez que tento explicar.
Sempre falei sério, sobre aquilo que só eu e você sabemos, e nunca tivemos coragem de falar cara a cara. Aperte a minha mão, ou simplesmente me dê a sua mão...
Se não podemos? Isso já é outra história...
E se isso não é amor... então, o que mais pode ser?

Tuesday, May 29, 2007

Ao som do mar e à luz do céu profundo...


Corrosivo

contundente, coerente e

consequente...

muito bom ouvir Nelson Motta falar da história da música brasileira... da Bossa Nova aos oitenta.

Riquíssima, nossa história,

belíssima, nossa música!


"Bem que se quis... depois de tudo ainda ser feliz..." (Marisa Monte)

Monday, May 28, 2007

A culpa é do Nelson Motta

"O cara mais underground que eu conheço é o diabo!" (Zeca Baleiro)

Eu não sei de onde vem a minha "ogeriza" por deixar tudo, mas tudinho mesmo, arrumadinho.
Meus armários, incluindo gavetas, estantes, etc, merecem uma atenção, eu sei. Mas sempre que penso em tirar um tempinho pra botar ordem no caos, acontece...hoje era dia de fazer isso, mas minha irmã, pelo messenger:
- Hoje tem uma pelestra com o Nelson Motta no Conjunto Nacional, sobre MPB e tals...
- Putz! imperdível
- dezenove horas...
-Tô dentro, hehe

E o caos que aguarde!

eu vou lá...


A Menina Dança
Marisa Monte

"Quando eu cheguei tudo, tudo

Tudo estava virado

Apenas viro me viro

Mas eu mesma viro os olhinhos

Só entro no jogo porque

Estou mesmo depois

Depois de esgotarO tempo regulamentar

De um lado o olho desaforo

Que diz o meu nariz arrebitado

E não levo para casa

Mas se você vem perto eu vou lá

Eu vou lá

No canto do cisco

No canto do olho

A menina dança

Dentro da menina

A menina dança

E se você fecha o olho

A menina ainda dança

Dentro da menina

Ainda dança

Até o sol raiar

Até o sol raiar

Até dentro de você nascer

Nascer o que há"

Friday, May 25, 2007

dedico...


"...Para dentro então volvendo,

toda a alma em mim ardendo,

Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.

"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.

Vamos ver o que está nela,

e o que são estes sinais.

"Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."


Fernando Pessoa



OH, MINH'ALMA INQUIETA... sempre inquieta.
e nunca sou perdoada por isso!

dedico...

Para o Zé
Adélia Prado
"Eu te amo, homem, hoje como toda vida quis e não sabia, eu que já amava de extremoso amor o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos de bordado, onde tem o desenho cômico de um peixe — os lábios carnudos como os de uma negra.Divago, quando o que quero é só dizer te amo. Teço as curvas, as mistas e as quebradas, industriosa como abelha, alegrinha como florinha amarela, desejando as finuras, violoncelo, violino, menestrel e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito pra escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito,amo sua matéria, fauna e flora,seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas perdidas nas casas que habitamos, os fios de tua barba. Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto:“Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros”.Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.Te alinho junto das coisas que falam uma coisa só: Deus é amor. Você me espicaça como o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me guarnece,tira de mim o ar desnudo, me faz bonita de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega,me dá um filho, comida, enche minhas mãos.Eu te amo, homem, exatamente como amo o que acontece quando escuto oboé. Meu coração vai desdobrandoos panos, se alargando aquecido, dandoa volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.Amo até a barata, quando descubro que assim te amo,o que não queria dizer amo também, o piolho. Assim,te amo do modo mais natural, vero-romântico,homem meu, particular homem universal.Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos,a luz na cabeceira, o abajur de prata;como criada ama, vou te amar, o delicioso amor:com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso,me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles eu beijo."

O texto acima foi extraído do livro “Poesia Reunida”, Editora Siciliano

de manhã.. dorzinha no peito. Fosse há um ano atrás eu saberia o que era... mas como um ano é só um intervalo de tempo, pode ser que seja a mesma. No máximo, eu divido a culpa com meu coração...

Thursday, May 24, 2007

metade


“...Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

pra me fazer aquietar o espíritoe

que o teu silêncio me fale cada vez mais

porque metade de mim é abrigo

mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta

mesmo que ela não saiba

e que ninguém a tente complicar

porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

porque metade de mim é platéia

e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada

porque metade de mim é amore a outra metade também...”


Oswaldo Montenegro in Metade


do caderninho...

O PERDÃO



Talvez você esteja pensando, neste momento, no quão difícil é a vida sem determinados objetos de desejo. Podemos ter tudo e normalmente não estamos satisfeitos nem um pouco. Basta um clique, e nos tornamos tão consumistas quanto mais nos achamos infelizes. E nesse ponto somos todos infelizes, às expensas de sermos saudáveis. Acho que bastaria, pois algumas coisas importantes podem até tirar-nos o sono. Mas nada se compara a problemas quando se trata de saúde, digo, doença.
Seu fígado ou rins funcionam bem? Então você, por favor sente-se no banco dos que não tem que se preocupar com eles e faça uma prece à noite pelos milhares que estão muito tristes agora, devido aos sinais clínicos aparentes, incluindo uma cor pálida que você passa a ter e que te traz uma série de transtornos na convivência. Seu pâncreas? Então você é muito feliz, porque além de poder comer mousses, tortas divinas e rosquinhas açucaradas e cheias de coisas por cima, não tem que lidar com injeções diárias ou comprimidos amargos.
E o pulmão? Imagine o desespero de não conseguir respirar direito, aproveite e faça uma inspiração profunda, como intervalo de leitura. E o estômago? Só de vez em quando, e por indisciplina ou negligência sua, ele reclama ardendo, não diga ou pense que isso seja tão insuportável como o fogo do inferno.
Já pensou na garganta? Tens alguma doença em que ela te impeça de falar ou comer? Então você pode ser uma pessoa comunicativa e vibrante com a felicidade dos outros.
Vamos ver então, os membros inferiores e os superiores. Há algo de errado com eles? Estão perfeitos e prontos para te apoiar ou segurar alguém que você considere fôfo?
Então ótimo. Acho que podemos concluir obviamente, que você é um ser humano perfeito. Tá reclamando de quê???
Mas para tudo existe o perdão. Considere-se perdoado, e diga aos outros que quando espirrarem: Saúde!

Wednesday, May 23, 2007

porque eu mereço

PARA MIM... outro solo de trompete por favor... sem gelo... obrigada!

em matéria de poesia...



Amores platônicos... e quem não os tem?

eu não acredito nele, quando ele diz que não me ama mais...ohhh! grande eloquente-misterioso... é claro que eu sou o seu grande amor também.. e será sempre assim, sou perfeita pra vc e vc é perfeito pra mim!

repito: em matéria de poesia... sou toda prosa!

HUAHUAHUAHAU....

Hoje, sem dúvida, foi um dia engraçado...
Trabalhamos muito próximos à Esplanada, então somos obrigados a ouvir, quase todos os dias, estes sons, vindos de carros de som, acompanhados de manifestantes. Os mais diversos. Todos buscando melhorias salariais, etc, etc, etc... A mulher fala com uma estridência que não dá pra explicar. O cara grita: "companheiros.." e no meio da fala dele ele pede: "motorista, vá mais devagar".. e continua: "companheiros... o de novo, no meio da fala: " ô fulano, dá o retorno aqui..." ai, ai, mas o mais ilário de tudo é quando começa a tocar aquela do Geraldo Vandré... de quando nós não éramos nem nascidos... HUAHUAHAUHAU.. que coisa mais anacrônica! meu Deus do céu. O hino dos tempos da ditadura. Paramos no tempo, é isso... me dê licença pra rir..HUAHAUHA é muito engraçado!

Tuesday, May 22, 2007

ANGÚSTIA


Vamos deixar de lado o que nos atordoa ultimamente, vamos deixar de lamentar o que não nos foi possível...não vale a pena, penso... e logo existo!

Vamos reprimir o desejo de sermos sempre, e por toda a vida, contentes, não há razão para isto. Senão isto bastaria.

Então o que sobra é muito real, é só o concreto, e ele é duro. Não, obrigada! prefiro sublimar. Que viagem!
Vamos pensar em coisas boas.... isto existe!

Monday, May 21, 2007

Eca, Zeca!

Lamentável, meu caro Zeca.
Chamar o Ministro da saude de incompetente porque ele não acha legal o incentivo ao uso abusivo de bebida alcoolica que vc faz nos seus comerciais muito bem pagos de cerveja... detestável, lamentável! não que o ministro não possa ou não deva ser questionado sobre quaisquer assuntos relacionados às politicas públicas de saude, não é isso. Mas neste caso, ele está cumprindo, e muito bem, o papel de guardião dos ideais sanitaristas de saude determinada por condições dignas de vida, leia-se, não incentivar a população brasileira a viver sob os maleficios do alcool...
quanto a vc, Zeca, ninguem tem nada a ver com seus porres ou sua ressaca, que imagino, seja crônica, no máximo temos a ver com seus sambas, de letras engraçadas, mas francamente! vá se tratar, vá entender um pouco mais de saude coletiva de cidadania e de solidariedade com seus patricios, antes de dizer besteira, Vá!

Friday, May 18, 2007

happiness


E então? o que faz vc feliz?

o comercial pergunta..

o que faz vc feliz? oh! doce e ingênua criatura?

melhor seria perguntar o que faz vc tranquilo?

tranquilo ou feliz? feliz ou tranquilo?

na verdade poucas coisas, poucas coisas...

digo... e já vou!

Tuesday, May 15, 2007

eu ein?


“Há no amor que se descobre um encantamento.

Cruzaram os olhos e já se amavam.

Dois mais dois já eram quatro antes da invenção da aritmética, e os dois já se amavam muito antes de se encontrarem e perceberem isso.

Juízo sintético a priori, sejamos gratos ao Kant, é o que nos explica o amor à primeira vista.

Este é o encanto: perceber naquela pessoa, um universo inexplorado, a própria casa.

O amor só é amor se for uma forma doce de loucura, se for irracional e incondicional, se for eterno.”
Léo Jaime

eu ein?


Encanadíssima com tudo...

esta sou eu!

Monday, May 14, 2007

impressões


CÉLIA E BEATRIZ


Foi uma tentativa frustrada de escrever uma carta “legal” para a minha querida sobrinha. Não ficou boa. Talvez tivesse que maquia-la mais um pouco. Um blush rosa romântico para as entrelinhas e uma sombra prateada, da cor de um “naipe de metais” afinado. Ia mandar via correio e se fosse, demoraria um tanto para chegar, mas seria bem mais a cara dela. Talvez então fosse melhor falar um pouco sobre as minhas impressões e emoções de um certo período em que me vi, forçadamente, morando na “cidade maravilhosa”.
O apartamento era suficiente para três, na tentativa de ser barato e não afetar nossas finanças. Éramos três desconhecidas até então, e fizemos grandes esforços para tornar aquele pequeno espaço habitável por cerca de um mês. Uma cozinha minúscula, que também servia de área de serviço, e as nossas calcinhas penduradas, quase em cima da geladeira, tudo muito espremido, foi tudo o que nos permitiu fazer algumas deliciosas gororobas.
Havia um aparato antigo de fazer com que a água do chuveiro esquentasse movido a gás, por cima do tanque, que também mal cabia naquele espetáculo arquitetônico de economia de espaço, chamado cozinha, ou mini-cozinha, sei lá. Fazia um barulho imenso quando era acionado. Todos os vizinhos já sabiam: ei pessoal, as meninas vão tomar banho. Só que aquele lugar era perfeito pra nós: tudo por perto, de padaria a estação do metrô, e sem falar na paisagem do Aterro do Flamengo, que ficava bem na nossa cara, ou quase. A praia era imprópria para banho, mas o visual não pedia nenhum complemento, bastava olhar e contemplar, era pura e simplesmente desestressante.
Acontece que o tempo era longo, e as apostilas não paravam de chegar em nossas mãos, porque tínhamos que aprender tudo sobre o assunto do curso que estávamos fazendo. Tínhamos que acordar cedo e ficávamos o dia inteiro fora. O cansaço e a saudade de casa começaram a dar sinais e nosso sonho de consumo, no fim de três semanas, passou a ser o desembarque no saguão do aeroporto das nossas cidades-lares.
Não passamos muitos apertos porque uma de nós era prevenida. Nossa amiga Célia de São Paulo, lembrou-se de tudo ao fazer as malas, então tínhamos secador de cabelos, rádio-relógio e guarda-chuvas... e choveu um bocado. Beatriz também era previdente, pois ligava para a mãe todas as noites. Depois de tudo ainda sobrava tempo para as fofocas, além de expormos um pouquinho de nossas vidas todas as noites, umas para as outras, e principalmente sentirmos saudades.
E agora podemos falar sobre isso, como uma grande aventura, e um período construtivo, pelo menos no quesito “pequenos espaços para grandes pessoas”, ou diferentes pessoas. Com certeza, aprendemos a valorizar um tantão a mais, nossas pequenas e singelas preferências. Por enquanto, sinto muitas saudades da Célia, e queria dizer isso a ela de uma forma diferente. Valeu!

Thursday, May 03, 2007

que país é esse?

Mas o que há neste país?
a tv aberta( estamos sem NET) só tem bagaceira...
e a policia federal tá que prende o povo...dá-lhe PF.
tem corrupto, safado, malandro, sete um, ladrão, mentiroso, caloteiro,etc pra dar e vender...
ops.. dar não, nem vender.. que isso?