Wednesday, November 29, 2006

lendo...


A professora chamou minha mãe lá na escola.
-Dona Maria, a senhora tem que pedir pra Marinês não ficar lendo o livrinho em casa. Aquele livrinho é só pra encapar e trazer de volta pra ser lido aqui na escola.
-Mas por quê?
- É porque ela fica contando as estorinhas pros coleguinhas que ainda não sabem ler...


Isso aconteceu a 29 anos atrás! numa escolinha chamada Simonton, no interior do interior de Minas Gerais. As professoras eram todas irmãs ou primas: Tia Dorcília, Tia Marcília, Dona Odete era a diretora. Não me lembro se minha mãe concordou na hora, mas tenho certeza que ficava feliz por eu saber de tudo primeiro, mesmo sem se manifestar, ela nunca foi de grandes manifestações.
E eu nunca mais parei de ler...

E então, o que deseja, senhora?


Para MIM, um solo de trompete, por favor...sem gelo! Obrigada!

Tuesday, November 28, 2006

espelho, espelho meu..tem alguém que gosta mais de dançar do que eu?

Ótimas noticias...sairemos para bailar na sexta. Se tudo correr bem e eu estiver à vontade, só vamos parar de dançar quando o D.J desmaiar de cansaço em cima das pick ups e o sol já estiver alto.
Mas tudo isso é só pelo Marcela's birthday!

Aos pedaços..



e eu só queria que a ultima pétala fosse a do BEM-ME-QUER...
e que essa pétala seja também a do bem-me-quero.
Não dá pra ser diferente... é preciso ser forte e ser feliz!

te contá viu?


Tirei um peso , e que peso, da consciência ontem...
acontece que a caixinha de grampos da cabeleireira estava comigo a mais de um mês.
E eu olhava pra ela todos os dias e sempre tinha um impulso de ir devolver. Tadinha ela tinha me pedido pra devolver porque ela tinha poucos. Eu tinha ido fazer um penteado prum casamento e eis que ela , abusando da sua arte me fez uns rolinhos e colocou os grampinhos...uns cem, eu acho. E eu nunca tinha devolvido. Meu Deus do Céu! como que uma caixinha de grampos pode nos perturbar tanto?
Talvez porque ela seja minha vizinha de frente, um doce de pessoa, faz minha unha, meu cabelo, sombracelha, massagem nos pés, me vende Natura, Langerie, o escambau! e ainda cuida dos netinhos, que são fôfos!
UFFA! está devolvido! e não pretendo fazer rolinhos com grampos tão cedo. Te contá viu???
Dona Ivani é muito paciente mesmo.

olhando o abismo...



ABISMO DE ROSAS

"Ao amor em vão fugir procurei, pois tu breve me fizeste ouvir tua voz mentirosa, deliciosa...
E, hoje, é meu ideal um abismo de rosas onde, a sonhar, eu devo, enfim, sofrer e amar!
Mas, hoje, que importase tu'alma é fria?
Meu coração se confortana tua própria ironia!
Se há no meu rosto Um rir de ventura,que importa o mudo desgostode minha dor, assim,sem fim?
Se minha esperançao que não se alcançasonhou buscar,deve calarhoje o meu sofrere jamais dele te dizer.
O amor que é puro suporta obscuro,quase a sorrir,a dor de vera mais linda ilusão morrer.
Humilde, bem vês que voua teus pés levar meu coração, que jurou sempre ser amigo e dedicado.
Tenha embora que viver neste sonho enganado, jamais direi que assim vivi porque te amei!"
(Américo Jacomino)

Nossa, essa é antiga demais!

DUPLAS PERFEITAS

Feriado e preguiça
Miles Davis e seu trompete
Insulina e diabético
Frango e catupiry
Boa manicure e minha cutícula
Servidor público federal e aumento salarial
Chuva e guarda-chuva
Fabíola e Sandro mineirinho
Férias e mar do nordeste
Nota de cem e a minha carteira
Sara Brow e Dee Johnson
Roupa bonita e loja em promoção
Pizza e domingo
Prova fácil e fim de curso
Livraria e cartão de crédito sem limites
Marisa Monte e Ed Motta
Michael Mac Donald e o microfone
Grupo Corpo e palco
Tomate e manjericão
Rede na varanda e livro aberto
Piano e baixo acústico
Despedida e lenço
Tuck e Patty
Filme bom e pipoca
Seu Jorge e Ana Carolina
Emergência e SAMU
Flores e aniversário
Eu e você

sem sentido


Confesso..me atirei num abismo, e ele não era de rosas
mas bola pra frente,
porque senão o caminhão do lixo passa e leva a gente...

Falso milagre do amor


"... as imagens ali sem cor, de tão banais..."
Ed Motta.

Monday, November 27, 2006

crônicas..obs: isso não foi invenção, aconteceu mesmo!

é isso:toda a minha produção literária cabe num caderninho em espiral, escrita à mão.

SEU CHICO E SEU ZÉ

A visita era de Seu Zé para Seu Chico. Seu Zé usava uma bengalinha, Seu Chico não. Seu Chico ainda tinha sua companheira Dona Maria, para lembrar-lhe de pagar o IPTU, Seu Zé, não, mas contava com a nora, Ivone, muito atenciosa com ele.
Vizinhos desde que a cidade ainda nem era cidade, eram velhos amigos. Ambos nascidos na década de vinte, por isso a audição já não era a de outrora e a comunicação sempre era feita em um tom acima. Gostavam de ver novas construções sendo erguidas pela cidade. Exibiam sempre um belo par de sandálias confortáveis e meias escuras e viviam de seus aluguéis. A merecida aposentadoria por idade os fazia ir ao caixa do banco todos os meses e não pegar fila, claro. Uma beleza este Estatuto do Idoso.
Sentaram-se na varanda após os cumprimentos habituais e o velho e imprescindível comentário sobre o tempo.
Primavera chuvosa, e as mangueiras da casa do Seu Chico carregadas de frutos. Os mosquitos mais assanhados do que nunca.
-Bom pra chover este ano, né Chico?
- É, o problema são as goteiras. Tem uma goteira lá na loja da frente. O inquilino veio avisar. Deve ser alguma telha quebrada.
- Aposto que foram aqueles moleques, que andaram por aí nos telhados, tentando roubar. Não temos mais sossego, né Chico? Todo dia eles prendem um, ouço na Ronda Policial no rádio,mas não adianta, eles soltam todos, porque são menores. É a Lei, né Chico?
- É, não se pode deixar a casa sozinha.
- Outro dia tive que espantar um com a bengala. Ele estava me olhando lá da calçada. Eu lá de dentro gritei com ele e ele foi embora. Com esse tipo eu sou bruto, não dou moleza não, Chico.
-Já foi lá ver a nova loja, as Casas Bahia, Zé?
- Não, depois é que eu vou dar um passeio, mas vai ser só passeio mesmo. Não gosto de comprar a prazo.
Mudaram de assunto em seguida.
-Engraçado, a gente não ouve mais os sapos, né Chico? A gente sempre via um ou outro.
- É, eles sumiram mesmo.
Dona Maria veio oferecer uma xícara de café:
- Veja se está bom de doce, Seu Zé.
- Tá bom, Dona Maria, obrigado. Ivone foi consultar hoje. Coitada, com aquele problema nas veias, e fica fazendo serviço de casa. Graças a Deus, nessa idade que temos, não temos perrengue, né Chico? também temos uma vida melhor hoje do que naquele tempo em que a gente tinha que pegar no cabo da “sem graça”, não é?
Seu Chico respondeu com uma risadinha, repetindo a metáfora e Dona Maria disse Graças Deus.
Seu Zé então conversou mais um pouco sobre o prefeito e o que estava fazendo pela cidade. Uns quarenta minutos depois, levantou-se e disse que já ia.
- É cedo, Zé
- Não, vou tomar banho, antes que esfrie mais.
- Té logo, Chico, té logo, Dona Maria.
E foi andando devagarinho...

película..

Volver e Dalia Negra... qualidade de direção.
comprados na feira do Paraguai, vistos em 29 polegadas.
é mole?

uma banda que se preze


Uma banda que se preze tem que ter um "naipe de metais" de responsa, percursionistas, varios vocal's com gogó, guitarras e baixos Fender(dos anos 70). Dinâmica perfeita da "cozinha" (baixo e bateria)...disso eu entendo...e por aí vai. Batida groove/funk(marcação de baixo), metais jazzistas. O gogó do Philip Baylei, e a presença de palco de todos eles...
FÃ É FODA! heheehhe

poeta meia-boca

Até quando isso vai durar?
talvez dure até acabar,
mas não fui eu quem começou
com essa coisa que, por certo, me entortou.
Ora, não venha me dizer que não se prendeu,
quando eu disse a você o que eu pensava.
Sonhei contigo, meu camarada!

EM MATÉRIA DE POESIA..SOU TODA PROSA!!
Esqueci de dizer::: faz sentido!

Ainda, Adélia

Ganhei o ultimo dela: "Quero Minha Mãe".
Li em dois segundos, acho. É muito pequeno, só 77 páginas.
Acho que não me concentrei o suficiente.Vou ter que ler de novo..pra sentir.

SEU MAU- HUMOR ainda vai te matar...
OK! segunda-feira é tudo de bom. Vamos planejar a semana, vamos esquecer o fim de semana e vamos lá. Estamos danados, nesse mundo cheio de danados..DANE-SE, você também!

Friday, November 24, 2006

sexta-feira

Escrever é bom demais nénão?
Acho que ler é melhor ainda.
Quero um cantinho na minha casa pra fazer só isso.
Um silêncio, uma caneca de chá e um livro...
uma viagem, uma paisagem e um pensamento.
uma escrita que ficou boa, um texto nascendo, alguem que goste e mais chá...
Sendo assim, sou tranquila, caso contrário não sou eu.

Caio Fernando Abreu

Dois ou Três Almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos de "minha vida"
Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos. Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas. Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece. De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia. Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria. Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.
(Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", 22/04/1986)
Para saber mais sobre Caio Fernando

Clarice Lispector


Acho que já li todos dela...

ADELIA PRADO

"Com licença poética"
"Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.Não sou feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim, ora não, creio em parto sem dor.Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.Inauguro linhagens, fundo reinos— dor não é amargura.Minha tristeza não tem pedigree,já a minha vontade de alegria,sua raiz vai ao meu mil avô.Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.Mulher é desdobrável. Eu sou."

Verdine White



o maior baixista de funk/jazz de todos os tempos...

e por onde andará Maurice White ein?

In the stone

beber alguns trocentos litros de água sem a menor vontade é a minha mais nova obrigação. Não sei como alguns órgãos do nosso corpo conseguem ser tão antipáticos a ponto de produzir cálculos...socorro! muita dor, muita dor, foi o que eu senti nos ultimos dias, por causa de uma pequena pedra nos rins...ai!
Mas falemos de coisas muito mais agradáveis...
IN THE STONE, é um clássico do Earth Wind and Fire (nunca haverá outro igual). Ganhei de aniversário o DVD deles gravado em 1997 no Festival de Jazz de Montreuxe eles estão uma coisa linda de morrer, gente... Nada de calças boca de sino e batas psicodélicas, nada de faixas coloridas na cabeça e aqueles cabelões pra cima, nada disso. Estão todos (menos Verdine White), de cabelinhos cortados e de terno..ai, ai, ai. Verdine White conservou o cabelão e o bigodin e as botas com a calça pra dentro,hauahuahau, muito doido o meu baixista predileto. Está magrinho como sempre, porque dançando daquele jeito e tocando o baixo do jeito que ele faz, minha nêga não é pra qualquer um não. Os outros estão gordinhos. Philip Bailey e seus agudos e o Sheldon...aff! AMO TODOS ELES.

Friday, November 17, 2006

sem jeito pra coisa...

Minha irmã estava certa. Algumas pessoas, de tão(...) que são, não sabem o que dizer.
Mas é tão simples. São só três palavras: EU SINTO MUITO! ou pelo telefone: "alÔ?" (e nem precisa perguntar se tá tudo bem pq é claro que não está.) "Oi, EU SINTO MUITO..." diga-me qual é a dificuldade? em dizer isso a quem acabou de passar por uma grande e profunda tristeza... eu ein??? Vamos deixar isso...ou como diria meu querido Brasil: "você se preocupa muito com os outros". Eu? AH! vá catar coquinhos, vá!
Nem todo mundo tem facilidade para se expressar, sejamos bonzinhos, delicados e compreensivos. Quem? eu?
Como é que isso foi acontecer? é o que nos perguntamos diariamente... A dor, não parece dor de tão irreal... não parece real... não, não é real!
ela está lá, como sempre esteve...não é possivel, não posso descrever... MINHA IRMÃ!

sem freios

Na falta de uma editora que seja louca o suficiente para publicar muitas porcarias,nós então escrevemos neste espaço aqui...que alem de eclético é uma bagaceira só..hehe.
Declaro então que a partir de agora seremos públicos até onde o nosso bom senso alcance..o que não é uma tão longa distância assim...eu ein?? adoro essa expressão...eu ein???
sejamos públicos e contentes por poder escrever assim sem vieses, sem culpa e sem freios...

dilema

Estamos tentando encontrar um lugar legal pra irmos á noite. Se estivéssemos em Belo Horizonte isso não seria tão dificil... pasmem! porque é culturalmente certo, reunir amigos nestas datas, ao invés de ficarmos sós, lamentando a chegada da idade, que chega sem cerimônias, chega de qualquer jeito... e se transforma algo, isso ainda não sei. Tenho a mesma alma de outrora...

almoço com as estrelas

meus amigos nem deixaram eu pagar a conta. E ainda me fizeram dar boas risadas!
Jorge, Martha, Gus e Claudia, obrigada muito mesmo!

habite-se


ganhei presentes de aniversario para a minha casa nova! recebemos uma correspondência da construtora também. Convidaram-nos para um jantar de boas-vindas ao nosso novo condominio.
Por enquanto, esperemos sentados...
por um documento chamado HABITE-SE.
Pareço pensar...

Aniversário


Envelhecer é uma arte..
Com sorte, envelheceremos
Envelheceremos dançando um Pax de Deux, sob todas as formas, e sob toda a graça.
Amém!
Resolvi começar com isso de escrever no blog hoje... é um presente, já que gosto. Já que isso me conforta um pouco, do pouco que consigo imaginar.
Este ano foi louco, foi estranho, foi rápido. Tão rápido, que não deu tempo de saber se foi bom. Tantas coisas poderiam ter sido evitadas, e outras tantas poderiam ter sido pensadas. Constato que não sei sobre o ano, e para o ano... preciso pensar.