Thursday, December 28, 2006

Florbela Espanca



Fanatismo


Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !
Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !
E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."

Wednesday, December 27, 2006

Tuesday, December 26, 2006

escrevendo...


promessas para o ano novo?
será?
não sei.
Talvez deixar a ansiedade um pouco de lado,
talvez contentar-se com pouca prosa,
talvez..
não pensar em nada não-digno e
fazer matrícula no JAZZ...

anéim...

Não tinha cabimento sair da cama hoje no mesmo horário de sempre. Todos estão por aí.. em recesso.
e até agora não tem nada pra se fazer aqui,
e não tenho nenhum pingo de inspiração para escrever algo inteligente ou sutil...
música maestro:

Exausto (por Adelia Prado)

"Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes."

Natal colours...


muitas calorias,
Concha y Toro e
presentes...
Papai Noel, como sempre ocupadíssimo, não apareceu para jantar conosco.

Thursday, December 21, 2006

desejo-lhes...

Para o ano, desejo-lhes...
Desejo a Paz Coreografada,
o caminhar para frente com saltos... porém,
o retorno ao chão sem impactos para a estrutura dos pés,
a delicadeza da ponta...
o braço dado,
o capricho de quem confeccionou tão pequeninas sapatilhas, o coletinho dele e a saia de tule dela...
a sensibilidade deste fotógrafo,
o branco e preto de toda arte,
o preto no branco, quando se tratar de coisa séria,
o sorrisinho dela e a concordância dele,
o gesto e o pavimento a sustentar...
toda a leveza,
e o que há de durar, sobremaneira...
o AMOR!

Wednesday, December 20, 2006

papai noel fofoqueiro...



Papai Noel chegou lá do Canadá ontem, e disse que a Marcelinha está "tocando terror" por lá...comendo muito ovo e linguiça no café da manhã.

Eu tive que falar com ele, é claro: quem o senhor pensa que é para falar da dieta alheia? olha essa pança! e essa barbona? que é só pra esconder as guloseimas da ceia?

Coisa feia ein? fazendo fofoca!

OLHA A PIRRAÇA!



BUÁÁÁÁÁÁÁÁA´..........

o Gus mandou e-mail-carinhoso pra Tia Marilene, e não mandou pra Tia Minês.........BUÁÁÁÁÁAÁÁ´´AÁÁ´´

E ELA FEZ QUESTÃO DE MOSTRAR....BUÁÁÁÁÁÁÁ´´A..

Bem, a pirraça. Esta coisa que abominamos quando se trata dos filhos dos outros. Eu , como não os tenho, posso ficar à vontade..hehehe

Monday, December 18, 2006

caderninho...


ALMOÇO COM AS ESTRELAS

Havia um programa de TV, há muito tempo atrás que se chamava “Almoço com as Estrelas”. A comida devia ser muito boa, e as pessoas, pelo menos na época pareciam satisfeitas, felizes. Eis que outro dia fui almoçar.
Poderia ter sido um dia normal e uma hora de almoço comum, mas não foi. Graças ao celular que tocou e à minha irmã convidando para ir almoçar em um restaurante famoso pela boa comida e uma maravilhosa vista do Lago mais famoso do Centro Oeste. E não era um convite comum porque meu irmão- mais- velho-professor estava junto e tinha vindo de Belo Horizonte para passar o fim de ano com a família na Fazenda e aproveitara para ver a quantas andava a construção da sua nova casa em Brasília.
Meu irmão, nem me lembro a quanto tempo não via, mas não era muito, do mesmo jeito de sempre me abraçou apertado, fazendo elogios à moda dele, que aliás, é uma das coisas mais fofas e carinhosas que um irmão mais velho pode fazer a uma irmã mais nova. E o melhor de tudo é que ele sempre o fez. Cumprimentei depois minha irmã, elegantérrima sempre, que parece até nunca ter conhecido situação diferente das que sugerem esses ambientes igualmente elegantes, de tão à vontade que fica em seu guarda-roupa invejável e, milhares de vezes, reciclado por mim. Meu cunhado, é lógico, também estava, com seu ar contemplativo habitual e seus óculos de intelectual que soube usar a inteligência a seu favor a vida inteira e que dá conselhos apropriados sobre o assunto sempre.
Já tinham feito o pedido e assim pudemos ficar a tagarelar sobre amenidades. Meu irmão contou sobre como falava aos colegas sobre a minha escalada profissional rumo a outras paragens, bem longe da clinica odontológica, e de como ficava contente por mim. Minha irmã, logo que me viu chegar ao restaurante deu uma olhada e abriu seu sorriso aprovador de consultora de moda, me deixando à vontade em minha produção típica de assessora pública de gabinete de Brasília.
Depois falamos sobre o último acontecimento trágico, bem próximo aos nossos olhos, que foi um incêndio horrível de um prédio público, bem próximo ao meu, no dia anterior e de como as corporações militares, diga-se Corpo de Bombeiros, estão despreparadas para grandes incidentes.
Meu irmão e meu cunhado engataram uma conversa sobre detalhes das construções de suas casas e minha irmã aproveitou para insistir mais uma vez pra eu ir passar o Reveillon com eles na Fazenda, no que eu resisti, mudando de assunto e entrando na conversa, perguntando sobre a casa.
A comida chegou cheirosa e apetitosa e continuamos nossa conversa familiar sobre vários outros assuntos, entre eles, a vocação que muitas pessoas tem para o sucesso quando são bem preparadas pelos pais que oferecem boa educação e valores.
Não demoramos muito, mas foi o suficiente para que o dia fosse agradável de contar depois para minha colega de trabalho. Ao sairmos do restaurante tivemos até a sutileza de perder um tempão no estacionamento tentando registrar o encontro. Meu irmão sacou do carro sua máquina digital e queria uma foto que mostrasse a paisagem do Lago com a Ponte JK ao fundo, e meu cunhado teve que fazer um pequeno esforço para encontrar o foco certo, devido à miopia, não obstante sua acuidade visual para perto. Nos despedimos, como fazem sempre os irmãos que moram longe uns dos outros e como os que moram perto, sem nenhuma culpa de sermos felizes ao saborear um bom prato, em um lugar bonito, num dia comum do ano de 2005, ornamentado que estava, por nossos laços fraternos.

sofro...



Deixaram um scrap no orkut dizendo que "os meninos" virão ao Brasil em 2007... já pensou?? não vai prestar não...vou ter que ir, vou me emocionar...buáááa, quando o cara anunciar: com vocês>......EEEARTH, WWWIND AND FIIIIIIIIIIRE!!!!!!!..é... não vai prestar não. Quando tocarem After the love has gone...e quando o Philip Baylei soltar um agudo, e quando o Verdine fizer um solo, e quando, e quando... e se o show acabar??? o que que eu vou fazer????? não, não vai prestar...sofro muito!

Devo explicar isso: todo ser humano que dança ou já dançou em academia, sabe que os balanços do EWF, são clássicos. Ninguem que dance JAZZ pode desconhecer estes daí, mesmo que seja ultramoderno, mesmo que tenha nascido bem depois. Pois bem, desde que me entendo por gente (dançarina), eu convivo com eles aos meus ouvidos, é coisa de nostalgia mesmo, de sensações e de ritmo... ao longo de toda a minha existência. HUMMM. SOA PROFUNDO NÃO???

um pouco de Clarice...

"Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar."
(Clarice Lispector)

Friday, December 15, 2006

pedir não ofende...

Estes dois aí, estão pedindo ao Papai Noel, além do Play Station III (ultra-mega-potente- com dispositivo anti-irmã-pentelha), que os Deputados Federais e os Senadores do Parlamento Brasileiro parem de ser tão bonzinhos, pedindo aumentos tão insignificantes pra eles mesmos, porque senão eles vão começar a receber cartinhas das crianças, achando que eles são parentes do Papai Noel, dada a benevolência com que tem tratado os cidadãos por aqui.
Notem que Papai Noel está atento, mas diante do fato, ele já tinha adiantado que, pelos parâmetros de bondade dos parlamentares daqui, Bin Laden já teria sido promovido a Cordeiro de Deus. Aí então, o assunto deveria ser tratado em uma instância superior... aquela lá, daquela moça que foi assaltada no Rio porque os bandidos pensaram que ela já estava recebendo o salário novo que ela mesma se deu...e por aí vai.
Natal é tudo de bom!
E eu vou querer uma máquina fotográfica digital, porque não aguento mais copiar fotos de blogs alheios pra botar aqui, e uma filmadora também para registrar momentos e uma caixa gigante de bonbons diet da Kopenhaggen, e vários protetores solares da natura( porque o sol de Natal é muito quente em fevereiro), também um baby liss para fazer cachinhos no meu cabelo liso, e uma viagem para a Austria...só!

o escritor...


VIXE MARIA!!

Alguém sabe quem é esse daí????

Quem acertar vai ganhar um brinde... que não pode ser revelado agora.
é fumante inveterado, gosta de chá, ou seria café? para combinar as fumaças? não sei, só sei que era bonitão aê, quando era novo, de genialidade literária monstruosa. De leitura obrigatória a todo cidadão brasileiro, pelo menos deveria ser... ai meu Brasil! como eu te amo!

CONDOMINIO

Fomos à nossa primeira reunião de condôminos. Nem mudamos ainda, porque o HABITE-SE, é algo tenebroso e demorado de se obter. Mas fomos convocados assim mesmo. Afinal de contas vamos ter que legislar sobre a convivência pacifica, tipo não permitir que o totó do vizinho faça totô na grama (carésima), que o paisagista de Belo Horizonte (chiquerésimo) mandou colocar na área comum. Ora bolas! somos (finérrimos)...
Bem, a história é tão longa que acho que não vai dar pra colocar aqui, hauahuahua
Eu ri demais... cada figura, cada comentário e a votação para sindico, subsíndico e conselho fiscal mais divertida que eu já vi...Ele foi armado com sua calculadora financeira, e fez algumas perguntas contábeis. Eis que alguem perguntou qual era a profissão dele e ele respondeu: " sou contador, analista de orçamento e especialista em controladoria". O senhor que estava ao lado gritou: " ei, pessoal! já temos um para o conselho fiscal aqui"... e ele foi eleito.
O troféu " pessoa -sem -noção" foi para a condômina que não entendia nada que o pessoal da administradora falava e perguntava tudo de novo, depois que o assunto já tinha acabado...(o rapaz falou: não tem jeito, ela não tem Br Turbo, hauahauh.
Pois bem, de tão Felizes da Vida, como proprietários, pela primeira vez, nem nos demos conta que a reunião durara mais de três horas... incrível! ninguem se degolou e foram todos simpáticos. Salve simpatia! e ninguém precisou chamar o síndico...

reiterando...

e atendendo a pedidos... ainda mais que ela agora aprendeu a fazer os coments... é a Tintia mesmo...pasmen!!!
O hit do momento, no encontro da grande familia foi: "a cachaça vai te deixar na desgraça..lá, lálá..
E o troféu "cueca azeda" (leia-se: dormiu sem tomar banho) foi para: ....ixi, não sei.
Se alguem aí lembrar, por favor, coloquem nos coments...
Obrigada!

Thursday, December 14, 2006

a grande familia


bem, essa não é uma imagem propriamente dita, do Rio.
Diria que isso daí tá mais pra Natal...mas ok!
é só pra contar que eu estava no Rio. A trabalho, lógico! meu nome é trabalho e não há quem possa dizer o contrário. Só o povo lá de casa, que vive me atormentando nos encontros da familia. E por falar nela...
Aí vão as pérolas do ultimo encontro, que foi por ocasião do noivado do caçula...
" quando me perguntam, só não digo que estou melhor para não humilhar os amigos, hehe" (Chiquin.)
"vixi, aquilo era uma rodomilho e não uma rodovia, hehe"( outros parentes).
"olha, vou ensinar você a jogar truco" ( Ely, pra lá de bêbado, para o Tiago, irmão da Tetê)
"uai, tilécio foi embora muito cedo hoje" (Marina)
Todos rindo.... não Marina... ele foi embora ontem...hauahuahauh

Friday, December 08, 2006

confraternização...

hoje é dia de festa aqui...trabalharemos até o meio-dia e depois vamos para os comes e os bebes..
falaram que vai ter DJ e tudo...vejamos. Sem balanços negativos do ano, por favor! . Vamos só resumir: foi um bom ano, fomos bons colegas, fomos bons profissionais, fomos bons de espera, fomos bons pra cacête!! é ou não é??

Thursday, December 07, 2006

Ofício...


a semana inteira nos eventos...
todos os setores do Ministério resolveram fazer seminários, encontros e afins neste finzinho de ano. Muita coisa boa, muita informação e lanchinhos muito gostosos também. Fui convocada a participar de quase todos. Não tenho culpa! é o meu oficio, que me distrai, me possibilita e me capacita.
Saúde!

Friday, December 01, 2006

VIVA A MARCELINHA


PoIS É... ela passou no vestiba para medicina!!!!
Sonho da Mãe dela, sonho da Tia Minês, sonho de um monte de gente...
vai ser PHODA assim lá na casa do chapéu !!!!!!
vai ser a médica mais linda, mais fôfa, mais bunitinha, neném da titia.. trenzin, gente, mais inteligente, essa minininha..anéim!!!

Alívio

Pronto! monografia concluída, trabalho apresentado(sem o cabeção do Ju). Tive que apresentar sozinha( "Inês, eu não vou conseguir chegar a tempo" Como assim? vou ter que apresentar sozinha??? socorro! ).
Resultado: a banca elogiou o trabalho, fiquei vermelha de vergonha com o que a prof. Dais disse. Mas é porque ela adorou o poema da Adélia que eu coloquei no início do trabalho...ai, ai, ai a poesia sempre nos salva!
Salve Adélia!

Wednesday, November 29, 2006

lendo...


A professora chamou minha mãe lá na escola.
-Dona Maria, a senhora tem que pedir pra Marinês não ficar lendo o livrinho em casa. Aquele livrinho é só pra encapar e trazer de volta pra ser lido aqui na escola.
-Mas por quê?
- É porque ela fica contando as estorinhas pros coleguinhas que ainda não sabem ler...


Isso aconteceu a 29 anos atrás! numa escolinha chamada Simonton, no interior do interior de Minas Gerais. As professoras eram todas irmãs ou primas: Tia Dorcília, Tia Marcília, Dona Odete era a diretora. Não me lembro se minha mãe concordou na hora, mas tenho certeza que ficava feliz por eu saber de tudo primeiro, mesmo sem se manifestar, ela nunca foi de grandes manifestações.
E eu nunca mais parei de ler...

E então, o que deseja, senhora?


Para MIM, um solo de trompete, por favor...sem gelo! Obrigada!

Tuesday, November 28, 2006

espelho, espelho meu..tem alguém que gosta mais de dançar do que eu?

Ótimas noticias...sairemos para bailar na sexta. Se tudo correr bem e eu estiver à vontade, só vamos parar de dançar quando o D.J desmaiar de cansaço em cima das pick ups e o sol já estiver alto.
Mas tudo isso é só pelo Marcela's birthday!

Aos pedaços..



e eu só queria que a ultima pétala fosse a do BEM-ME-QUER...
e que essa pétala seja também a do bem-me-quero.
Não dá pra ser diferente... é preciso ser forte e ser feliz!

te contá viu?


Tirei um peso , e que peso, da consciência ontem...
acontece que a caixinha de grampos da cabeleireira estava comigo a mais de um mês.
E eu olhava pra ela todos os dias e sempre tinha um impulso de ir devolver. Tadinha ela tinha me pedido pra devolver porque ela tinha poucos. Eu tinha ido fazer um penteado prum casamento e eis que ela , abusando da sua arte me fez uns rolinhos e colocou os grampinhos...uns cem, eu acho. E eu nunca tinha devolvido. Meu Deus do Céu! como que uma caixinha de grampos pode nos perturbar tanto?
Talvez porque ela seja minha vizinha de frente, um doce de pessoa, faz minha unha, meu cabelo, sombracelha, massagem nos pés, me vende Natura, Langerie, o escambau! e ainda cuida dos netinhos, que são fôfos!
UFFA! está devolvido! e não pretendo fazer rolinhos com grampos tão cedo. Te contá viu???
Dona Ivani é muito paciente mesmo.

olhando o abismo...



ABISMO DE ROSAS

"Ao amor em vão fugir procurei, pois tu breve me fizeste ouvir tua voz mentirosa, deliciosa...
E, hoje, é meu ideal um abismo de rosas onde, a sonhar, eu devo, enfim, sofrer e amar!
Mas, hoje, que importase tu'alma é fria?
Meu coração se confortana tua própria ironia!
Se há no meu rosto Um rir de ventura,que importa o mudo desgostode minha dor, assim,sem fim?
Se minha esperançao que não se alcançasonhou buscar,deve calarhoje o meu sofrere jamais dele te dizer.
O amor que é puro suporta obscuro,quase a sorrir,a dor de vera mais linda ilusão morrer.
Humilde, bem vês que voua teus pés levar meu coração, que jurou sempre ser amigo e dedicado.
Tenha embora que viver neste sonho enganado, jamais direi que assim vivi porque te amei!"
(Américo Jacomino)

Nossa, essa é antiga demais!

DUPLAS PERFEITAS

Feriado e preguiça
Miles Davis e seu trompete
Insulina e diabético
Frango e catupiry
Boa manicure e minha cutícula
Servidor público federal e aumento salarial
Chuva e guarda-chuva
Fabíola e Sandro mineirinho
Férias e mar do nordeste
Nota de cem e a minha carteira
Sara Brow e Dee Johnson
Roupa bonita e loja em promoção
Pizza e domingo
Prova fácil e fim de curso
Livraria e cartão de crédito sem limites
Marisa Monte e Ed Motta
Michael Mac Donald e o microfone
Grupo Corpo e palco
Tomate e manjericão
Rede na varanda e livro aberto
Piano e baixo acústico
Despedida e lenço
Tuck e Patty
Filme bom e pipoca
Seu Jorge e Ana Carolina
Emergência e SAMU
Flores e aniversário
Eu e você

sem sentido


Confesso..me atirei num abismo, e ele não era de rosas
mas bola pra frente,
porque senão o caminhão do lixo passa e leva a gente...

Falso milagre do amor


"... as imagens ali sem cor, de tão banais..."
Ed Motta.

Monday, November 27, 2006

crônicas..obs: isso não foi invenção, aconteceu mesmo!

é isso:toda a minha produção literária cabe num caderninho em espiral, escrita à mão.

SEU CHICO E SEU ZÉ

A visita era de Seu Zé para Seu Chico. Seu Zé usava uma bengalinha, Seu Chico não. Seu Chico ainda tinha sua companheira Dona Maria, para lembrar-lhe de pagar o IPTU, Seu Zé, não, mas contava com a nora, Ivone, muito atenciosa com ele.
Vizinhos desde que a cidade ainda nem era cidade, eram velhos amigos. Ambos nascidos na década de vinte, por isso a audição já não era a de outrora e a comunicação sempre era feita em um tom acima. Gostavam de ver novas construções sendo erguidas pela cidade. Exibiam sempre um belo par de sandálias confortáveis e meias escuras e viviam de seus aluguéis. A merecida aposentadoria por idade os fazia ir ao caixa do banco todos os meses e não pegar fila, claro. Uma beleza este Estatuto do Idoso.
Sentaram-se na varanda após os cumprimentos habituais e o velho e imprescindível comentário sobre o tempo.
Primavera chuvosa, e as mangueiras da casa do Seu Chico carregadas de frutos. Os mosquitos mais assanhados do que nunca.
-Bom pra chover este ano, né Chico?
- É, o problema são as goteiras. Tem uma goteira lá na loja da frente. O inquilino veio avisar. Deve ser alguma telha quebrada.
- Aposto que foram aqueles moleques, que andaram por aí nos telhados, tentando roubar. Não temos mais sossego, né Chico? Todo dia eles prendem um, ouço na Ronda Policial no rádio,mas não adianta, eles soltam todos, porque são menores. É a Lei, né Chico?
- É, não se pode deixar a casa sozinha.
- Outro dia tive que espantar um com a bengala. Ele estava me olhando lá da calçada. Eu lá de dentro gritei com ele e ele foi embora. Com esse tipo eu sou bruto, não dou moleza não, Chico.
-Já foi lá ver a nova loja, as Casas Bahia, Zé?
- Não, depois é que eu vou dar um passeio, mas vai ser só passeio mesmo. Não gosto de comprar a prazo.
Mudaram de assunto em seguida.
-Engraçado, a gente não ouve mais os sapos, né Chico? A gente sempre via um ou outro.
- É, eles sumiram mesmo.
Dona Maria veio oferecer uma xícara de café:
- Veja se está bom de doce, Seu Zé.
- Tá bom, Dona Maria, obrigado. Ivone foi consultar hoje. Coitada, com aquele problema nas veias, e fica fazendo serviço de casa. Graças a Deus, nessa idade que temos, não temos perrengue, né Chico? também temos uma vida melhor hoje do que naquele tempo em que a gente tinha que pegar no cabo da “sem graça”, não é?
Seu Chico respondeu com uma risadinha, repetindo a metáfora e Dona Maria disse Graças Deus.
Seu Zé então conversou mais um pouco sobre o prefeito e o que estava fazendo pela cidade. Uns quarenta minutos depois, levantou-se e disse que já ia.
- É cedo, Zé
- Não, vou tomar banho, antes que esfrie mais.
- Té logo, Chico, té logo, Dona Maria.
E foi andando devagarinho...

película..

Volver e Dalia Negra... qualidade de direção.
comprados na feira do Paraguai, vistos em 29 polegadas.
é mole?

uma banda que se preze


Uma banda que se preze tem que ter um "naipe de metais" de responsa, percursionistas, varios vocal's com gogó, guitarras e baixos Fender(dos anos 70). Dinâmica perfeita da "cozinha" (baixo e bateria)...disso eu entendo...e por aí vai. Batida groove/funk(marcação de baixo), metais jazzistas. O gogó do Philip Baylei, e a presença de palco de todos eles...
FÃ É FODA! heheehhe

poeta meia-boca

Até quando isso vai durar?
talvez dure até acabar,
mas não fui eu quem começou
com essa coisa que, por certo, me entortou.
Ora, não venha me dizer que não se prendeu,
quando eu disse a você o que eu pensava.
Sonhei contigo, meu camarada!

EM MATÉRIA DE POESIA..SOU TODA PROSA!!
Esqueci de dizer::: faz sentido!

Ainda, Adélia

Ganhei o ultimo dela: "Quero Minha Mãe".
Li em dois segundos, acho. É muito pequeno, só 77 páginas.
Acho que não me concentrei o suficiente.Vou ter que ler de novo..pra sentir.

SEU MAU- HUMOR ainda vai te matar...
OK! segunda-feira é tudo de bom. Vamos planejar a semana, vamos esquecer o fim de semana e vamos lá. Estamos danados, nesse mundo cheio de danados..DANE-SE, você também!

Friday, November 24, 2006

sexta-feira

Escrever é bom demais nénão?
Acho que ler é melhor ainda.
Quero um cantinho na minha casa pra fazer só isso.
Um silêncio, uma caneca de chá e um livro...
uma viagem, uma paisagem e um pensamento.
uma escrita que ficou boa, um texto nascendo, alguem que goste e mais chá...
Sendo assim, sou tranquila, caso contrário não sou eu.

Caio Fernando Abreu

Dois ou Três Almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos de "minha vida"
Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos. Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas. Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece. De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia. Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria. Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.
(Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", 22/04/1986)
Para saber mais sobre Caio Fernando

Clarice Lispector


Acho que já li todos dela...

ADELIA PRADO

"Com licença poética"
"Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.Não sou feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim, ora não, creio em parto sem dor.Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.Inauguro linhagens, fundo reinos— dor não é amargura.Minha tristeza não tem pedigree,já a minha vontade de alegria,sua raiz vai ao meu mil avô.Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.Mulher é desdobrável. Eu sou."

Verdine White



o maior baixista de funk/jazz de todos os tempos...

e por onde andará Maurice White ein?

In the stone

beber alguns trocentos litros de água sem a menor vontade é a minha mais nova obrigação. Não sei como alguns órgãos do nosso corpo conseguem ser tão antipáticos a ponto de produzir cálculos...socorro! muita dor, muita dor, foi o que eu senti nos ultimos dias, por causa de uma pequena pedra nos rins...ai!
Mas falemos de coisas muito mais agradáveis...
IN THE STONE, é um clássico do Earth Wind and Fire (nunca haverá outro igual). Ganhei de aniversário o DVD deles gravado em 1997 no Festival de Jazz de Montreuxe eles estão uma coisa linda de morrer, gente... Nada de calças boca de sino e batas psicodélicas, nada de faixas coloridas na cabeça e aqueles cabelões pra cima, nada disso. Estão todos (menos Verdine White), de cabelinhos cortados e de terno..ai, ai, ai. Verdine White conservou o cabelão e o bigodin e as botas com a calça pra dentro,hauahuahau, muito doido o meu baixista predileto. Está magrinho como sempre, porque dançando daquele jeito e tocando o baixo do jeito que ele faz, minha nêga não é pra qualquer um não. Os outros estão gordinhos. Philip Bailey e seus agudos e o Sheldon...aff! AMO TODOS ELES.

Friday, November 17, 2006

sem jeito pra coisa...

Minha irmã estava certa. Algumas pessoas, de tão(...) que são, não sabem o que dizer.
Mas é tão simples. São só três palavras: EU SINTO MUITO! ou pelo telefone: "alÔ?" (e nem precisa perguntar se tá tudo bem pq é claro que não está.) "Oi, EU SINTO MUITO..." diga-me qual é a dificuldade? em dizer isso a quem acabou de passar por uma grande e profunda tristeza... eu ein??? Vamos deixar isso...ou como diria meu querido Brasil: "você se preocupa muito com os outros". Eu? AH! vá catar coquinhos, vá!
Nem todo mundo tem facilidade para se expressar, sejamos bonzinhos, delicados e compreensivos. Quem? eu?
Como é que isso foi acontecer? é o que nos perguntamos diariamente... A dor, não parece dor de tão irreal... não parece real... não, não é real!
ela está lá, como sempre esteve...não é possivel, não posso descrever... MINHA IRMÃ!

sem freios

Na falta de uma editora que seja louca o suficiente para publicar muitas porcarias,nós então escrevemos neste espaço aqui...que alem de eclético é uma bagaceira só..hehe.
Declaro então que a partir de agora seremos públicos até onde o nosso bom senso alcance..o que não é uma tão longa distância assim...eu ein?? adoro essa expressão...eu ein???
sejamos públicos e contentes por poder escrever assim sem vieses, sem culpa e sem freios...

dilema

Estamos tentando encontrar um lugar legal pra irmos á noite. Se estivéssemos em Belo Horizonte isso não seria tão dificil... pasmem! porque é culturalmente certo, reunir amigos nestas datas, ao invés de ficarmos sós, lamentando a chegada da idade, que chega sem cerimônias, chega de qualquer jeito... e se transforma algo, isso ainda não sei. Tenho a mesma alma de outrora...

almoço com as estrelas

meus amigos nem deixaram eu pagar a conta. E ainda me fizeram dar boas risadas!
Jorge, Martha, Gus e Claudia, obrigada muito mesmo!

habite-se


ganhei presentes de aniversario para a minha casa nova! recebemos uma correspondência da construtora também. Convidaram-nos para um jantar de boas-vindas ao nosso novo condominio.
Por enquanto, esperemos sentados...
por um documento chamado HABITE-SE.
Pareço pensar...

Aniversário


Envelhecer é uma arte..
Com sorte, envelheceremos
Envelheceremos dançando um Pax de Deux, sob todas as formas, e sob toda a graça.
Amém!
Resolvi começar com isso de escrever no blog hoje... é um presente, já que gosto. Já que isso me conforta um pouco, do pouco que consigo imaginar.
Este ano foi louco, foi estranho, foi rápido. Tão rápido, que não deu tempo de saber se foi bom. Tantas coisas poderiam ter sido evitadas, e outras tantas poderiam ter sido pensadas. Constato que não sei sobre o ano, e para o ano... preciso pensar.